Embrião. Quando começa a vida?

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Embrião. Afinal, quando começa a vida?

Por: Dr. Artur Dzik

A Medicina muito discutiu e acabou chegando a um consenso de quando termina a vida, pelo menos na Medicina Ocidental, e é com a morte cerebral. Ainda existem países no mundo que não consideram assim, o que nos parece estar totalmente fora dos conceitos atuais.

Apenas para relembrar, a morte cerebral acontece quando não existe mais atividade elétrica no cérebro. Porque, afinal, quem comanda as principais funções vitais do nosso organismo é o nosso Sistema Nervoso Central. Assim, é possível fazer transplante de vários órgãos do corpo, menos do cérebro…

A grande dificuldade, porém, está na discussão do início da vida.

Casais que não conseguem engravidar por meios naturais. Quais são os recursos que a medicina oferece?

E essa é uma dificuldade que tem se refletido diretamente na atividade dos médicos que trabalham com a reprodução assistida e, consequentemente, se reflete também nos casais que nos procuram em busca de uma gravidez que não está sendo conseguida pelos meios naturais apenas.

Aqui no Ocidente, e mormente em países em que a religião é dominante, o conceito de início da vida é o momento do encontro entre óvulo e espermatozoide, ou seja, no momento da fecundação, o que ocorre um dia depois da fertilização, quando se obtém dois pronúbios, um feminino e um masculino.

Como acontece a fecundação na reprodução Humana?

Então, grande parte da sociedade ocidental de fato considera o início da vida como o momento da fecundação. Na reprodução assistida, quando acontece a fecundação e o embrião resultante dela é transferido para o útero, a grande possibilidade é que daí se desenvolva um feto, uma vida.

Mas esse conceito de começo da vida= momento da fecundação, na nossa maneira de ver, está muito longe da realidade médica, da verdade científica. Existe aqui um embate entre a visão científica e a visão religiosa.

A nossa proposta para decidir essa questão passa pela definição do momento da morte. Ou seja, já que se considera que acontece a morte quando do fim da atividade elétrica no cérebro, por que não considerar o início da vida como, também, o início da atividade elétrica cerebral? Ou seja, a formação do Sistema Nervoso Central embrionário.

Fonte: Dr. Artur Dzik 

  • Presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana – SBRH – 2010 / 2012
  • Representante Brasileiro da IFFS (International Federation of Fertility Societies) – SCIENTIFIC COMMITTEE 2010 / 2013
  • Diretor do Serviço de Esterilidade Conjugal do Hospital Pérola Byngton São Paulo
  • Especialização em Reprodução Humana no Hôpital Antoine Béclère, Paris – França – 1993 / 1994
  • Médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP
  • Mestre em Ginecologia pela FMUSP – 1995
  • Doutor em Ginecologia pela FMUSP – 2000
  • Título de especialista pela FEBRASGO – 1991
  • Idiomas: Inglês e Francês

 

 

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