Indutor de Ovulação

indutor de ovulacao

 Indutor de Ovulação

Uso inadequado de Indutor de Ovulação, pode causar câncer no ovário.

Sem aval médico, remédio para ter filhos traz riscos.

Uma das drogas mais consumidas pelas mulheres com dificuldades de gravidez, o citrato de clomifeno (Indutor de Ovulação)  vem sendo usado sem indicação médica.

Especialistas alertam que essa rotina entre as mulheres é:

  • ineficaz em muitos casos, aumenta os riscos de gravidez múltipla e até de câncer de ovário.

Atenção mulheres que desejam engravidar:

Os médicos estão preocupados com o fato de muitas mulheres se automedicarem ou utilizarem o Indutor de Ovulação sem um monitoramento do ciclo ovulatório. O citrato de clomifeno é facilmente comprado nas farmácias sem receita médica.

“Não é água com açúcar”, resume o ginecologista Artur Dzik, responsável pelo serviço de reprodução do Hospital Pérola Byngton (SP), referindo-se aos riscos que a mulher pode ter.

Indutor de Ovulação usado de forma inadequada pode causar infertilidade

O uso inadvertido do citrato pode levar a diferentes situações: a mulher pode ser resistente à droga e não produzir óvulos ou o remédio pode piorar a qualidade do muco cervical e do endométrio, o que também causa infertilidade.

Em casos específicos, em que há resistência ao citrato, os médicos utilizam outras drogas (como as gonadotrofinas), injetáveis e com controle mais rigoroso, segundo o especialista.

Há também mulheres que respondem “bem demais” à droga e que podem produzir vários óvulos e ter uma gravidez múltipla (mais de um bebê), o que traz mais riscos à saúde da gestante e também dos bebês.

  • Os maiores problemas de gravidez múltipla vieram do estímulo da ovulação sem controle.
  • O indutor de ovulação só é prescrito quando todas as possíveis causas de infertilidade tenham sido descartadas por um especialista.
  • A dificuldade de engravidar não se limita ao problema de ovulação.
  • Ela pode estar relacionada a uma trompa obstruída ou a um problema com o esperma do marido. Nesses casos, o uso do remédio será inútil.

Além disso, o uso indiscriminado das drogas por mais de seis meses aumenta o risco de a mulher ter câncer de ovário.

“Há estudos que apontam aumento na incidência de câncer de ovário em pacientes que tomaram o remédio por tempo indeterminado e sem acompanhamento médico”, alerta o  especialista em reprodução humana.
Somente o monitoramento médico poderá dizer se o ovário da mulher está respondendo positivamente ao uso do medicamento.

Fonte: CLÁUDIA COLLUCCI – Folha de São Paulo

 

Dr. Artur Dzik – Mestre e Doutor em Hiperestimulação Ovariana

  • Presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana – SBRH – 2010 / 2012
  • Representante Brasileiro da IFFS (International Federation of Fertility Societies) – SCIENTIFIC COMMITTEE 2010 / 2013
  • Diretor do Serviço de Esterilidade Conjugal do Hospital Pérola Byngton São Paulo
  • Especialização em Reprodução Humana no Hôpital Antoine Béclère, Paris – França – 1993 / 1994
  • Médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP
  • Mestre em Ginecologia pela FMUSP – 1995
  • Doutor em Ginecologia pela FMUSP – 2000
  • Título de especialista pela FEBRASGO – 1991
  • Idiomas: Inglês e Francês

Doutorado – Especialista em FIV

  • Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – 2000.
  • Tema: Estudo da variação da Inibina B como fator prognóstico da intensidade da resposta ovariana à hiperestimulação controlada nos programas de fertilização in vitro (FIV).

Mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – 1996.

 

  • Tema: Avaliação Simultânea dos parâmetros FSH basal e idade como fator prognóstico da intensidade de resposta à hiperestimulação ovariana controlada num programa de Fertilização In Vitro e Transferência de Embriões.